terça-feira, 11 de outubro de 2011

Justificados Pela Graça

Sendo justificados gratuitamente por Sua graça, por meio da redenção que há
em Cristo Jesus. Romanos 3:24*


Um soldado judeu por nome de Alfred Dreyfus, que demonstrou marcante
habilidade em seu trabalho, foi indicado em 1891 como oficial do staff do
exército francês. Três anos mais tarde ele foi preso, acusado de vender
informações para a Alemanha. Seu julgamento trouxe como resultado sua
expulsão do exército, degradação pública e prisão na colônia penal francesa
na Ilha do Diabo.


Devido a pressões populares, exigência pública, Dreyfus foi novamente levado
a julgamento em 1899, mas de novo declarado culpado.


Em vista da insatisfação popular pelo resultado do julgamento, o presidente
da França perdoou Dreyfus. Mas seus amigos não estavam satisfeitos com o
mero perdão e, em 1906, num terceiro julgamento, Dreyfus foi completamente
inocentado. Foi dado a ele o maior escalão de major na hierarquia militar e
ele foi inscrito na Legião de Honra.


Quando Alfred Dreyfus foi perdoado depois do segundo julgamento, a pena do
crime do qual ele fora acusado foi perdoada. Ele foi tirado da Colônia Penal
da Ilha do Diabo. Voltou para sua família e seus amigos, mas o estigma de
ter sido traidor, ainda caía sobre ele. Mas quando, através do terceiro
julgamento, ele foi inocentado, promovido ao posto de major e inscrito na
Legião de Honra, Dreyfus foi justificado diante de todo o mundo. Ele tinha a
reputação de perfeita justiça e se lhe deu o reconhecimento que vem somente
àqueles que têm servido e trazido honra ao seu país.


É exatamente isso o que acontece quando Deus justifica aquele que crê em
Jesus. Justificação é o termo jurídico significando que Deus declara justo
todos aqueles que creem em Jesus, ou enuncia um veredito favorável em favor
do culpado.


“Se vocês se entregarem a Ele e O aceitarem como seu Salvador, serão então,
por pecaminosa que tenha sido sua vida, considerados justos por Sua causa. O
caráter de Cristo substituirá seu caráter, e vocês serão aceitos diante de
Deus exatamente como se não houvessem pecado” (Ellen G. White, Caminho a
Cristo, p. 62).

Precisamos escutar não meramente a voz que diga: “você pode ir, está livre
do seu castigo”, mas “você pode vir; será bem-vindo em Meu amor” (H. C. G.
Moule

José Ricardo Viana Alves

 

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